quarta-feira, 23 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Rhine.
Hoje eu chorei tanto. No começo tinha dor também, depois só beleza.
Eu chorei por mim, chorei por você também.
Eu chorei pelas minhas engolidas todas.
Eu chorei pelos meus transbordamentos, pelos rios que secam, pelas chuvas que matam, chorei pela sede, pela fome, pelo frio, pelo parto, pelas peles.
Pelos pelos amor sexo gozo choro.
Chorei pelo choro.
Hoje eu chorei tanto.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Acredito sim, acredito muito.
Gente, eu voltei.
Não sei se pra ficar, não sei se pra vocês.
Sei que vim de um lugar e que ele desmoronou.
Soprei o restinho de pó, dei leves tapinhas pela minha roupa para fazer pular o que me agarrava. Ainda.
Ainda, sabe?
Sei que sim.
Pois é nesse ainda onde você está. Aí ó.
Bem do lado de cá.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Rio de agosto.
Me sinto na saidera. Aquele momento último, aquele momento antes do próximo, aquele momento que aguardo.Tô mais lá que cá. Tomo lá.
Cada mão levada até o copo é um suspiro bom, e se chama tempo.
Hoje queria levar um caldo do passado, queria que ele viesse e engolisse meses, muitos meses.
Quero uma grande ressaca, uma maré cheia, um naufrágio.
Quero me sentir em outra cama, em outro chão, em outra mão.
Hoje, meu amor, eu quero você.
Hoje, meu amor, você está na beira do mar.
Hoje, meu amor, darei um jeito de chegar.
Esperar, esperar, esperar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ao em vez.
Não seguimos, voltamos.
Não calamos, gritamos.
E nesse meio tempo o ar preso fica.
E solto vai.
Rimos do que é dor.
Choramos do que é amor.
Detalhamos sono.
Escondemos desejos.
E reatamos, diariamente.
Com o mundo, com o ego e com o imundo do prego.
E não há superfície que cicatrize.
Martelada fere o vértice de uma crise.
Tem muita vida nesse pedaço.
E eu não passo.
domingo, 14 de junho de 2009
Vou à.
Finalmente recebia alta. E dessa vez não estava no chão, nem com os pés no chão.
Ela recebia alta no alto.
Quente na barriga, joelhos nas tremedeiras, tudo aquilo sentido lindo e torto.
Sentido lindo e torto.
Correu no ar, sem parar. Continua.
Lá, você a encontrará.
E há vida. Duas.
Assinar:
Postagens (Atom)